A Lens on Daily Life in Brazil

© Mirella Domenich

© Artur Paiva
© Marina Biancalana

This morning I had the pleasure of receiving by e-mail a video prepared by the photographer Adriano Gambarini from a photography workshop he carried out for the Cerrado-Pantanal and Environmental Policy teams from Conservation International-Brazil.

Sitting here in the Brasília office, it made me reflect on those moments and remember what we learned.

The workshop took place in the city of Pirenópolis in the state of Goiás, about 180 kilometers from Brasília.

During three days, I, Artur, Andrea, Fernado, Marina, Téti, Yuri and the local partners Hugo and Renato shared experiences about photography and wandered through the Brazilian savanna known as Cerrado. We observed the local flora and fauna, met with local communities and, above all, photographed – a lot.

The workshop constantly tested us as we learned how to handle the equipment, to look at the scenes through several angles and to learn more about ourselves and our colleagues.
Altogether, we took more than a thousand pictures, using CI-Brazil’s Nikon professional equipment and our own automatic equipment.

From now on, we feel more prepared to document field excursions and to register every little piece of the country were we work. We are all very motivated!

If we have the opportunity to visit remote places, meeting people whose unique stories are not often told, then we have the obligation to share it with others, be it for education, denouncement or to inspire change.

Next week I, Artur and Fernando will go to Mineiros, in the state of Goiás, with the aim of planting over six thousand native seedlings. The pictures will be posted here – don’t miss them!

Mirella Domenich is the Communication Manager for Conservation International Brazil
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Em português
Hoje de manhã tive o prazer de receber por email um vídeo preparado pelo fotógrafo Adriano Gambarini sobre um workshop de fotografia que ele conduziu para as equipes do programa Cerrado-Pantanal e de Política Ambiental da Conservação Internacional no Brasil.

Sentada aqui no escritório de Brasília foi muito bom reviver aqueles momentos e relembrar o aprendizado.

O workshop aconteceu na cidade de Pirenópolis, no estado de Goiás, a 180 km de Brasília. Durante três dias, eu, Andrea, Artur, Fernando, Marina, Téti, Yuri e os parceiros locais Hugo e Renato trocamos experiências sobre fotografia, andamos na mata da savana brasileira, conhecida como Cerrado, observamos a flora e a fauna locais, encontramos com a comunidade e, acima de tudo, fotografamos – e muito. Fizemos, ao todo, mais de mil fotos. Foi um momento de testar, de aprender a manusear o equipamento, de olhar para as cenas por vários ângulos, de aprender mais de nós e dos nossos colegas de trabalho. Usamos o equipamento da CI-Brasil, câmeras Nikon profissionais, e também nosso equipamento pessoal, automático. Depois de todos os cliques, a certeza que fica é que é muito bom fotografar e que foi muito bom partilhar esses momentos com toda a equipe.

Rever as nossas fotos também me fez lembrar dos emails que eu e a equipe trocamos com Gambarini na preparação do workshop. Em um deles, ele diz o seguinte:

“Quando me propus a ministrar workshops foi por ter percebido que a fotografia seguia por um caminho onde a tecnologia e as técnicas eram considerados os únicos ingredientes necessários para fotografar. E eu nunca concordei com isso, pois muitas das fotos que mais emocionam as pessoas, em geral, são justamente as fotos de antigos fotógrafos que nada tinham desses artifícios tecnológicos. Todos têm acesso a equipamentos de ponta e tecnologia, mas devemos lembrar que existe alguém segurando a câmera; alguém carregado de sensações, conceitos e verdades próprias, valores e características que são impressas na imagem, de alguma forma subliminar. Então, mais do que ensinar os preceitos da fotografia e os mecanismos técnicos para se conseguir uma boa imagem, eu procuro ajudar as pessoas a reconhecerem seu próprio olhar. Eu simplesmente mostro que é possível recriar o olhar, a todo momento e de todas as formas.”

E foi isso mesmo que aconteceu. A partir de agora, nos sentimos mais capacitados para ir a campo e fotografar cada pedacinho desse Brasil onde nós trabalhamos. Se temos essa oportunidade de estarmos em lugares pouco conhecidos, de encontrar pessoas e histórias únicas e que nem sempre são retratadas, temos a obrigação de compartilhar, seja para educar, para denunciar, para transformar. Estamos todos muito motivados! Na semana que vem, eu, Artur e Fernando iremos para Mineiros, no estado de Goiás, com o objetivo de plantar seis mil mudas de sementes nativas da região. As fotos serão postadas aqui. Não perca!

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