Tree Planting in the Cerrado

© CI/photo by Olaf ZerbockToday was the third day of our team’s visit to the Emas-Taquari carbon project in Mineiros, Brazil, which CI-Brazil is implementing with partner organization Oréades.

At six o’clock this morning, Artur, Mirella and I met the Oréades staff members, an headed out to the field, where we would be planting one hectare of plants native to the Cerrado, the Brazilian savannah. Two hours later, after traveling almost 90 kilometers (56 miles) along a road surrounded by soy plantations, we arrived at the farm that would receive the first seedlings of the carbon sequestration project. I immediately smelled the fertilizer we would be using: turkey manure and eggs. The smell was terrible, but our cause was noble.

During the land work, which was divided between 12 people, I started thinking about my own life experience and the new things I was learning. Although my job makes me one of the people directly responsible for the Cerrado’s preservation, this was the first time I had planted trees in my life. Undoubtedly, it was a great experience, allowing me to see in person how much deforestation costs. They say that one of the most important things to do in life is to plant a seedling. I would say it’s even better to plant more than one tree, especially when they’re native species.

Physically exhausted by the labor and the sun that did not stop throughout the day, everybody cheered when the last seedling was planted. Mission accomplished! Now we can say that we planted the trees that, in the words of Lebanese poet Khalil Gibran, will be “the poems that earth writes upon the sky.”

Fernando Ribeiro is a sociologist and socioeconomic coordinator of CI-Brazil’s Cerrado-Pantanal Program.

Em português

Dia 27 de janeiro foi o terceiro dia da visita de nossa equipe (eu, Artur e Mirella, conforme post anterior) no município de Mineiros, interior de Goiás, na região centro-oeste do Brasil, com o objetivo de acompanhar de perto nossos parceiros da ONG Oréades na implantação do projeto de sequestro de carbono para mitigação de mudanças climáticas, intitulado Projeto Carbono Emas-Taquari. A atividade desse 27 de janeiro foi a que mais marcou, sem dúvida nenhuma. Fui para uma fazenda com o Artur e Mirella e a equipe da Oréades para plantar um hectare de mudas nativas do Cerrado, a savana brasileira. Foi a primeira vez que plantei árvores na minha vida e devo admitir que fiquei muito contente por isso. Sem contar que foram espécies do Cerrado, bioma do qual eu sou um dos responsáveis diretos pela preservação.

Era quarta-feira quando, às 6 horas da manhã, acordo para me encontrar com o pessoal da Oréades, e irmos para o campo. Depois de quase 90 Km pela estrada, onde só se via plantações de soja, chegamos às 8h à fazenda que receberia as primeiras mudas do projeto de sequestro de carbono. Apesar de toda a vista linda do Cerrado, eu não poderia esperar que o adubo que utilizaríamos seria esterco de peru com ovos. Sem dúvida nenhuma, o cheiro era terrível, mas a causa era nobre.

Durante o trabalho na terra, que era dividido por 12 pessoas, pensava em como eu havia chegado ali, minha trajetória profissional, pessoal e novos valores que estava adquirindo. Sem dúvida, foi uma grande experiência que, apesar de ter sido breve, me permitiu ver o quanto custa o desmatamento e as queimadas. Dizem que uma das coisas a se fazer na vida é plantar uma muda. Eu diria que uma das coisas a ser feita na vida é plantar várias mudas e, se puder escolher, que essas sejam do Cerrado.

Esgotados fisicamente pelo trabalho braçal e pelo sol que não cessou durante todo o dia, as 12 pessoas aplaudiram quando a última muda foi plantada. Missão cumprida! Agora, podemos dizer que plantamos as árvores que, na frase do poeta libanês Khalil Gibran, serão “os poemas que a terra escreverá para o céu”.

Fernando Ribeiro é sociólogo e coordenador de socioeconomia do programa Cerrado-Pantanal, da CI-Brasil.

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